quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tipos de Ecoturismo

Novo e importante setor do Turismo Brasileiro, o Ecoturismo tem crescido a cada ano e agora começa a ser encarado como excelente alternativa para o desenvolvimento sustentável de inúmeras regiões. Afinal de contas, exercitar o corpo e, no caminho, contemplar a natureza, é tudo que estava faltando para o ser humano enfrentar o dia-a-dia.


BÓIA CROSS


No início era apenas uma brincadeira de garotos ousados, que se aventuravam nas corredeiras de rios usando câmara de pneus de caminhão. Mas o número de adeptos do bóia-cross aumentou, provocando o desenvolvimento de equipamentos específicos que facilitam as manobras. A câmara-de-ar agora é revestida por uma capa com alças de segurança. Para remar, usam-se os próprios braços, com uma luva especial que auxilia os movimentos, tornando as bóias dirigíveis.


O praticante pode descer as corredeiras sentado na bóia ou de peito sobre ela. A melhor opção é ir deitado de bruços, mais fácil para remar e direcionar a câmara-de-ar desviando de pedras. Assim como no rafting, no bóia-cross é necessário informar-se sobre a classificação das corredeiras dos rios.

Foto: Yves Junqueira

CANOAGEM


A canoagem pode ser praticada em águas calmas, no mar ou em corredeiras de rios. O esporte - que faz parte das Olimpíadas desde os Jogos de Berlim, em 1936 -, usa canoas ou caiaques. A canoa mais comum, chamada de canadense, é muito pouco divulgada por aqui.

Os caiaques mais usados no Brasil são embarcações fechadas, para um, dois ou quatro remadores, cada um, portanto um remo com duas pás. A canoagem em águas calmas não requer experiência, mas a descida de corredeiras exige técnica e noções de segurança.

RAPEL

Atividade segura, o rapel é a descida de paredões, abismos e cachoeiras, com o auxílio de cordas. Essa técnica de escalada, utilizada também no caving e no canyoning, pode ser positiva (com apoio dos pés), guiada (com desvio diagonal da trajetória, para evitar torrente) ou fraciosanada (dividido em vários rapéis menores para encontrar um caminho mais seguro). Não é raro ver nas grandes cidades pessoas praticando rapel em pontes e viadutos como forma de treinamento.

CAVALGADA
 
Curtir a natureza ao som do trote de um cavalo é um passeio seguro para todas as idades. A cavalgada é um meio eficiente de percorrer longas distâncias e atingir regiões cujo terreno apresenta obstáculos. O cavalo é a melhor forma de se locomover no Pantanal, por exemplo, pois atravessa áreas alagadas, onde há muita água para o veículo motorizado, mas pouca para a travessia de barcos. A figura de um cavalo aparece com freqüência em desenhos rupestres, registrando a história de cavalgada, mas apenas noções básicas de equitação, parque que o cavaleiro possa manejar com segurança o animal. Antes de iniciar a cavalgada, o cavaleiro recebe instruções de manejo e aprende a lidar com o equipamento e com o cavalo. Todos os ensinamentos são aprendidos na prática, nos passeios organizados por agências especializadas.


Foto: Marcusrg

VOO LIVRE


A asa-delta é fabricada com tecido resistente (dacron), um trapézio de tubos de alumínio (para controlar a direção), um tubo transversal (para sustentar a asa aberta), a quilha (centro de gravidade), dois tubos angulares na ponta dianteira da asa, um cinto e um mosquetão (para prender o piloto à asa). Um vôo bem sucedido depende da checagem dos equipamentos, que devem seguir normas de segurança, das condições climáticas e da experiência do piloto, o que requer um curso especializado. Para experimentar a sensação de voar, deve-se praticar um vôo duplo, junto com o instrutor.

CANYONING

O canyoning é a exploração de cânions usando técnicas de escalada. Embora a vitrina da atividade seja o rapel em cascatas, amplamente praticado no Brasil, o esporte requer conhecimento mais abrangente.


O adepto deve ter noções de segurança em rapel e escalada, natação e de espeleologia, que permitam avaliar os obstáculos durante a exploração de cânions e rios sem garganta. O canyoning tem origem franco-espanhola, pois surgiu quando um grupo de espeólogos procurava cavernas nos cânions dos Pireneus - cadeia de montanhas no norte da Espanha e no sul da França. A atividade foi introduzida no Brasil em 1990.

Foto: Cyril Bèle


TREKKING

Com disposição, qualquer um pode aderir às caminhadas que, além de baratas, não requerem equipamentos especiais. Entretanto, desbravar lugares selvagens, cruzando florestas, rios, montanhas e dunas de areia, exige planejamento e, muitas vezes, a companhia de guias experientes.

Fonte: http://revistaecoturismo.com.br/

3 comentários:

  1. Olá pessoal, sou da região de Itapeva/Itararé - SP, minha região está localizada a sudoeste do Estado de São Paulo,cerca de 300 km da cidade de São Paulo/Capital, Itapeva e Itararé fazem parte da rota do ecoturismo nacional, seria imteressante vocês postarem algo sobre está região!

    Abçs

    valter Lima

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  2. olá, sou elaine monteiro, de são paulo capital, e já fiz algumas vezes roteiros de ecoturismo, incluindo rapel. A região de MG também é muito interessante, gostaria de saber se vocês têm algumas opções com atividade monitorada.

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  3. olá....muito interessante. o brasil pouco explora o potencial infinito de ecoturismo. isso poderia trazer desenvolvimento para muitas regiões.....

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